Buscar

CORPUS CHRISTI: olhar ampliado e humanizado em tempos de Papa Francisco



“Para celebrar e viver a Eucaristia, também nós somos chamados a viver este amor. Porque não podes partir o Pão do domingo, se o teu coração estiver fechado aos irmãos. Não podes comer este Pão, se não deres o pão aos famintos. Não podes partilhar deste Pão, se não partilhas os sofrimentos de quem passa necessidade. No fim de tudo, inclusive das nossas solenes liturgias eucarísticas, restará apenas o amor. E, já desde agora, as nossas Eucaristias transformam o mundo, na medida em que nós mesmos nos deixamos transformar tornando-nos pão partido para os outros.”

Papa Francisco


Pão e pão. Quanta sabedoria! Quando o Papa nos fala de Pão, sem dúvidas se refere aos nossos esforços e conexões de caráter espiritual. Já o pão são as necessidades materiais do corpo e da existência na terra. De que vale a celebração ao Divino quando não se reparte o pão? Somente essa passagem tão poética, sábia e volumosa em verdades já seria começo e fim de uma publicação. Quanta energia de ação ao que realmente vale. A mim é uma alegria acompanhar, independente de opção religiosa. Eu particularmente passei a ser adepta mais a um espírito de religiosidade, de espiritualidade, conectados a um senso de humanidade, que seguir uma religião específica, e abraço tudo o que sinto de positivo e com poder de soma e integração de todos os movimentos nessa direção. No fundo indicam a mesma direção: o amor, a empatia, o respeito a si e ao próximo, em atendimento a necessidades do corpo, das emoções ou da alma.


Vivemos em um mundo repleto de pessoas em vulnerabilidade, sejam elas sociais e econômicas, ou emocionais também. Estas últimas atingem mesmo os lares abastados de recursos financeiros, e também requerem atenção. Saber honrar o Pão, gerar o pão e compreender que só existe coerência ao compartilhar é a maior riqueza que podemos agregar às nossas vidas, e o Papa Francisco, desde que assumiu tão importante posto não só da Igreja Católica como instituição religiosa, mas da sociedade italiana dentro de sua cultura, com impactos globais devido a história principalmente ocidental, além de Chefe de Estado da Cidade Estado do Vaticano, e vem rompendo de forma simples, sábia e muito humana, com protocolos, abrindo os olhos e corações de todos que se dispõe a ouvir com ouvidos de escutar, sentir e principalmente agir.


As palavras do pontífice, em ocasião dos festejos da Eucaristia, me fizeram lembrar também de um provérbio chinês: Se tens dois pães, vende um e compra um lírio. A união da matéria com o divino. Sabedorias diversas que levam a um mesmo objetivo: viver com completude, união e coração.


Um bom feriado a todos, festejos aos de crença católica, sempre atentos ao fundo e ao todo, como lindamente nos presenteou Francisco, muito similarmente ao que sabemos ter sido também o de Assis.



Cidadão – Zé Ramalho


Tá vendo aquele edifício, moço?

Ajudei a levantar

Foi um tempo de aflição

Era quatro condução

Duas pra ir, duas pra voltar


Hoje depois dele pronto

Olho pra cima eu fico tonto

Mas me vem um cidadão

E me diz desconfiado

Tu ‘tá aí admirado

Ou ‘tá querendo roubar?


Meu domingo tá perdido

Vou pra casa entristecido

Dá vontade de beber

E pra aumentar o meu tédio

Eu nem posso olhar pro prédio

Que eu ajudei a fazer


Tá vendo aquele colégio, moço?

Eu também trabalhei lá

Lá eu quase me arrebento

Fiz a massa, pus cimento

Ajudei a rebocar


Minha filha inocente

Vem pra mim toda contente

Pai, vou me matricular

Mas me diz um cidadão

Criança de pé no chão

Aqui não pode estudar


Essa dor doeu mais forte

Por que é que eu deixei o Norte?

Eu me pus a me dizer

Lá a seca castigava

Mas o pouco que eu plantava

Tinha direito a comer


Tá vendo aquela igreja, moço?

Onde o padre diz amém

Pus o sino e o badalo

Enchi minha mão de calo

Lá eu trabalhei também


Lá foi que valeu a pena

Tem quermesse, tem novena

E o padre me deixa entrar

Foi lá que Cristo me disse


Rapaz, deixe de tolice

Não se deixe amendrotar

Fui eu quem criou a terra

Enchi os rios, fiz a serra

Não deixei nada faltar


Hoje o homem criou asa

E na maioria das casas

Eu também não posso entrar

Fui eu quem criou a terra

Enchi o rio, fiz a serra

Não deixei nada faltar

Hoje o homem criou asas

E na maioria das casas

Eu também não posso entrar



Tem gente que fala: - Mas o Zé Ramalho tá louco, não foi Cristo quem criou isso.

Faz diferença?!


Arrivederci!





“Per celebrare e vivere l'Eucaristia, anche noi siamo chiamati a vivere questo amore. Perché non puoi spezzare il Pane della domenica se il tuo cuore è chiuso ai tuoi fratelli. Non puoi mangiare questo Pane se non dai il pane agli affamati. Non puoi condividere questo Pane se non condividi le sofferenze dei bisognosi. Alla fine di tutto, comprese le nostre solenni liturgie eucaristiche, resterà solo l'amore. E anche adesso le nostre Eucaristie trasformano il mondo, nella misura in cui noi stessi ci lasciamo trasformare, diventando pane spezzato per gli altri.”

Papa Francesco


Pane e pane. Che saggezza! Quando il Papa ci dice del Pane, si riferisce senza dubbio ai nostri sforzi e connessioni spirituali. Il pane, invece, è il fabbisogno materiale del corpo e dell'esistenza sulla terra. A che serve la celebrazione del Divino quando il pane non è condiviso? Solo questo passaggio di tanta poesia, saggezza e verità voluminosa sarebbe già l'inizio e la fine di una pubblicazione. Quanta energia d'azione per quello che vale davvero. Per me è una gioia accompagnare a prescindere dall'opzione religiosa. In particolare sono diventata più adepta a uno spirito di religiosità, spiritualità, legato al senso di umanità che seguire una religione specifica, e abbraccio tutto ciò che sento di positivo con potere di somma e integrazione di tutti i movimenti in questa direzione. In sostanza, indicano la stessa direzione: amore, empatia, rispetto per sé stesso e per gli altri in risposta ai bisogni del corpo, delle emozioni o dell'anima.


Viviamo in un mondo pieno di persone vulnerabili, sia sociale che economicamente, o anche emotivamente, pure le famiglie benestanti richiedono attenzione allo stesso modo. Saper onorare il Pane, generare il pane e capire che c'è coerenza solo nella condivisione è la più grande ricchezza che possiamo aggiungere alla nostra vita. Papa Francesco, da quando ha assunto una posizione così importante non solo della Chiesa cattolica come istituzione religiosa, ma della società italiana nella sua cultura, con effetti globali dovuti alla storia prevalentemente occidentale, ha sfondato i protocolli in modo semplice, sapiente e molto umano aprendo gli occhi e il cuore di quanti fossero disponibili ad ascoltare sentire e soprattutto agire.


Le parole del pontefice, in occasione delle celebrazioni eucaristiche, mi hanno fatto ricordare anche un proverbio cinese: se hai due pani, vendi uno e compra un giglio. L'unione della materia con il divino. Saggezze diverse che portano alla stessa meta: vivere con completezza, unione e con il cuore.


Auguro buone feste a tutti, buoni festeggiamenti ai cattolici, sempre attenti al fondo ed al tutto come ci ha presentato magnificamente Francesco, molto simile a quello che sappiamo essere stato anche quello di Assisi.


Cittadino – Zé Ramalho


Vedi quell'edificio, ragazzo?

Ho aiutato ad alzarlo

È stato un momento di angoscia

erano quattro dislocazioni

Due per andare, due per tornare


Oggi quando pronto

Alzo lo sguardo mi vengono le vertigini

Ma un cittadino mi si avvicina

E mi dice sospettosamente

Sei lì stupito

O 'stai cercando di rubare?


la mia domenica è rovinata

Torno a casa addolorato

Mi viene voglia di bere

E per aumentare la mia noia

Non riesco nemmeno a guardare l'edificio

che ho contribuito ad erigere


Vedi quella scuola, ragazzo?

Ho lavorato anche lì

Lì mi sono quasi spaccato

Ho fatto la mastice, ho messo il cemento

Ho aiutato a trainare


mia figlia innocente

vieni da me felice

Papà, mi iscrivo

Ma mi dice un cittadino

Bambino coi piedi nudi

qui non può studiare


Questo dolore mi faceva molto male

Perché ho lasciato il mio nord?

Ho iniziato a chiedermi

Lì la siccità punisce

Ma il poco che avevo piantato

avevo il diritto di mangiare


Vedi quella chiesa, ragazzo?

Dove il prete dice amen

Ho messo il campanello e il batacchio

Mi sono riempito la mano di calli

Ci ho lavorato anche lì


Lì n’è valsa la pena

C'è una kermesse, c'è una novena

E il prete mi fa entrare

Fu lì che Cristo me lo disse


Ragazzo, smettila di essere sciocco

non lasciarti spaventare

Io sono stato colui che ha creato la terra

Ho riempito i fiumi, ho fatto i monti

Non ho lasciato nulla mancar


Oggi l'uomo ha creato le ali

E nella maggior parte delle case

Non posso neanche entrare

Io sono stato colui che ha creato la terra

Ho riempito il fiume, ho fatto i monti

Non ho lasciato nulla mancar

Oggi l'uomo ha creato le ali

E nella maggior parte delle case

Non posso neanche entrare


Ci sono persone che dicono:

- Ma Zé Ramalho è impazzito, non è stato Cristo a creare questo.

Che differenza fa?!


Arrivederci!