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“Il Latte Dei Sogni” | Veneza e a Bienal 2022



Neste último sábado, 23 de Abril, Veneza esteve em festa com a abertura ao público da 59ª Esposizione Internazionale d'Arte que integra a grande Biennale di Venezia, assim como a premiação com o tradicional Leone d’Oro.





La cerimonia di premiazione della 59 Esposizione Internazionale d’Arte “Il latte dei sogni”.



Fundada em 1895, quando foi organizada a primeira Exposição Internacional de Arte, a Biennale di Venezia é uma das instituições culturais mais prestigiadas do mundo. Dando maior corpo ao evento, na década de 1930 nasceram os festivais de Música, Teatro e Cinema, sendo o Festival de Cinema de Veneza o primeiro da história. Na década de 80 aconteceu a primeira Exposição Internacional de Arquitetura e em 1999 foi a vez da Dança.


Agora, em 2022, com um ano de adiamento devido as limitações exigidas pela pandemia de Covid-19, fato ocorrido somente nos casos das primeira e segunda grandes guerras, segue a trazer Arte, Arquitetura, Cinema, Dança, Música, Teatro e Arquivo Histórico, e promete movimentar a todos, sejam os que por lá terão o prazer de circular, até 27 de Novembro, e se integrar mais diretamente a imensidão de possibilidades que proporciona, sejam os que virtualmente poderão se inteirar do que vem acontecendo.


“O mundo mudou e continua mudando. Vivemos tempos conturbados e complexos. Il Latte Dei Sogni reflete sobre o nosso presente e confronta o que está acontecendo como só a arte pode fazer."

Cecilia Alemani, curadora do evento.



Il Latte Dei Sogni foi como Cecília Alemani batizou a Exposição, inspirada no título de um livro de contos da pintora surrealista, escritora e escultora Leonora Carrington (1917-2011), no qual a artista descreve um mundo mágico onde a vida é constantemente reinventada pelo prisma da imaginação e onde é permitido mudar, transformar-se, tornar-se diferente de si mesmo.


Em um cenário desafiador, com as limitações para locomoção e contatos presenciais fazendo com que todo o processo prévio, de seleção, planejamento e organização acontecessem de forma remota, surgiram diálogos dos quais emergiram persistentemente muitas questões que evocam não apenas esse momento histórico em que a própria sobrevivência da humanidade esteve ameaçada, mas também resumem muitas outras questões que dominaram as ciências, as artes e os mitos de nosso tempo, trazendo à tona o convite da artista cujo livro dá o nome à Mostra: transformar-se, tornar-se diferente de si mesmo.


“Como é a definição de mudança humana? Quais são as diferenças que separam o vegetal, o animal, o humano e o não humano? Quais são nossas responsabilidades para com nossos semelhantes, outras formas de vida e o planeta que habitamos? E como seria a vida sem nós? Estas são algumas das questões que norteiam esta edição da Bienal de Arte, cuja investigação incide sobretudo em três eixos temáticos: a representação dos corpos e suas metamorfoses; a relação entre indivíduos e tecnologias; os laços que se entrelaçam entre os corpos e a Terra." Cecília Alemani


Segundo Roberto Cicutto, presidente da Bienal de Veneza, “a Exposição idealizada por Cecília imagina novas harmonias, coexistências até então impensáveis ​​e soluções surpreendentes justamente porque se distanciam do antropocentrismo. Uma jornada ao final da qual não somos derrotados, mas novas alianças são formadas, geradas pelo diálogo entre diferentes seres (alguns talvez também produzidos por máquinas) com todos os elementos naturais que nosso planeta (e talvez outros) nos apresenta.”



O convite é um repensar o Mundo, repensando o Homem e o valor de tudo o que nos rodeia, e para isso, conta com 213 artistas de 58 países, cada um em seu pavilhão determinado. São 26 artistas italianos, 180 do total com as primeiras participações na Exposição Internacional, 1433 obras e objetos expostos, 80 novas produções, realizadas para a Exposição, divididas entre o Pavilhão Central do Giardini e o Arsenale.



Inclusión, Obra do artista Christian Escobar, o Chris Papita.


Uma curiosidade trazendo o foco um pouco ao nosso Brasil. O pavilhão da Guatemala tem a participação da curadora brasileira Simone Piva, fundadora da IT Mondo, que representa entre outros o artista Christian Escobar, guatemalense que preparou uma obra incrível de 7m de largura com 2.8m de altura intitulada Inclusion. “Um trabalho em conjunto num objetivo que vai além da realização pessoal, em esforços dos que acreditam que a arte pode mudar o Mundo.” palavras dela. Eu particularmente acredito demais nestas conexões entre Brasil, Itália e Mundo. Penso que nós brasileiros precisamos acreditar cada vez mais!


Enfim, de volta ao todo da Exposição, um enorme complexo onde a curadora traz uma renovação e cria também o que chama de cápsulas do tempo, espaços criados a promover a integração de Obras de períodos diversos que se encontram em determinadas características, trazendo a oportunidade do público confrontar e de certa forma se conectar ainda melhor com as transformações que a arte pode proporcionar ao que levamos dentro.



Piazza Ucraina, dos curadores do pavilhão ucraniano com instalação da arquiteta ucraniana Dana Kosmina.


Em tempos também de guerra da Rússia com a Ucrânia, vale ressaltar uma outra mudança para esse ano: O pavilhão Russo foi fechado, o curador se desligou como também a posição política da Itália e Europa com relação a esse país não permitiria que pudesse acontecer, porém houve esforços para que a participação da Ucrânia fosse mantida e ocupa uma parte do Jardim.


Bem, a arte proporciona uma linha direta com o que realmente somos e, sendo assim, nada melhor do que a oportunidade de se conectar com um dos grandes berços dos movimentos artísticos mundiais e a partir do contato com suas diversas formas de expressão trazidas por essa edição da Bienal de Veneza, estarmos mais próximos de nós mesmos e do que respira o mundo ao mesmo tempo! É preciso trazer luz também à sombra.


Para melhor se integrarem a tudo o que vai acontecer nesses próximos meses até quase o findar desse 2022, também nas áreas do Cinema, Teatro, Arquitetura, Música e Dança, vale acompanhar o instagram oficial, o site www.labiennale.org assim como o canal oficial no Youtube e a quem for ainda mais interessado, a coletiva à imprensa feita pelo Presidente Roberto Cicutto e a Curadora Cecilia Alemani que está super interessante!


A Biennale di Venezia lançou em 2021 um processo de revisão de todas as suas atividades de acordo com princípios consolidados e reconhecidos de sustentabilidade ambiental. Para 2022, o objetivo é estender a conquista da certificação “neutralidade carbônica”, obtida em 2021 para o 78º Festival Internacional de Cinema de Veneza, a todas as atividades previstas para este ano. Coerência entre o que se pensa, sente, fala e faz, necessária a tudo e todos que desejam gerar confiança ao que entregam ao Mundo, não?!


A finalizar por essa semana, já que trouxemos Veneza à evidência, vale ressaltar que o prefeito Luigi Brugnaro, adiou para 2023 a proposta da contribuição de acesso à cidade, porém inicia ainda em 2022 a experimentação através de convite de agendamento, este a ser feito por turistas em site ligado ao Município que está em fase de finalização. Estão sendo avaliadas formas de incentivo a quem fizer a prenotazione, de início apenas a convite, a critério mesmo de experiência. A medida vem causando controvérsias, mas o prefeito e vereadores que trabalham na proposta afirmam que pode ser uma forma de ordenar o acesso e fluxo intenso que com o fim das restrições do período da Pandemia vem gerando à cidade. A quem deseja aproveitar a Bienal e dar uma boa fugida até lá, vale estar atento a esse tema.


“A Bienal se assemelha a tudo de que dolorosamente nos privamos nos últimos dois anos: a liberdade de conhecer pessoas de todo o mundo, a possibilidade de viajar, a alegria de estarmos juntos, a prática da diferença, da tradução, da incompreensão, da comunhão. Latte Dei Sogni não é uma exposição sobre a pandemia, mas registra inevitavelmente as convulsões de nossos tempos. Nesses momentos, como nos ensina a história da Bienal de Veneza, a arte e os artistas nos ajudam a imaginar novas formas de convivência e novas e infinitas possibilidades de transformação.” Cecília Alemani


A mim emociona! E a você?!



Lo scorso sabato, 23 aprile, Venezia ha fatto festa con l'apertura al pubblico della 59ª Esposizione Internazionale d'Arte, che integra la grande Biennale di Venezia, e con l'assegnazione del tradizionale Leone d'Oro. https://youtu.be/KVHc3H2WGuI


Fondata nel 1895, quando è stata organizzata per la prima volta l’Esposizione Internazionale d'Arte, la Biennale di Venezia è una delle istituzioni culturali più prestigiose al mondo e il primo festival cinematografico della storia. Per portare un valore aggiunto all'evento, negli anni '30 nascono il festival di Musica, Teatro e Cinema. Negli anni '80 si tiene la prima Mostra Internazionale di Architettura e nel 1999 è toccata alla Danza.


Attualmente, nel 2022, con un anno di rinvio dovuto alle limitazioni imposte dalla pandemia di Covid-19, fatto avvenuto prima solo nei casi della prima e seconda guerra mondiale, continua a portare Arte, Architettura, Cinema, Danza, Musica, Teatro e Archivio Storico, e promette di commuovere tutti, sia coloro che avranno il piacere di circolarvi, fino al 27 novembre, e integrare più direttamente l'immensità di possibilità che offre, sia coloro che potranno virtualmente conoscere le cose che stanno succedendo.


“Il mondo è cambiato e continua a cambiare. Viviamo in tempi inquieti e complessi. Il Latte Dei Sogni riflette sul nostro presente e si confronta con quello che sta accadendo come solo l'arte sa fare." Cecilia Alemani (curatrice della 59ª Esposizione Internazionale d'Arte)


Il Latte Dei Sogni è così che Cecilia Alemani ha intitolato la Mostra, ispirandosi al titolo di un libro di racconti della pittrice surrealista, scrittrice e scultrice, Leonora Carrington (1917-2011), in cui l'artista descrive un mondo magico dove la vita è costantemente reinventata dal prisma dell'immaginazione e dove è permesso cambiare, trasformare, diventare diverso da se stessi.


In uno scenario sfidante, con limitazioni di locomozione e contatti faccia a faccia che fanno avvenire a distanza l'intero precedente processo, selezione, pianificazione e organizzazione, sono emersi dialoghi dai quali sono affiorate insistentemente molte domande che evocano non solo questo momento storico in cui l'umanità stessa è stata minacciata, ma riassumono anche tante altre questioni che hanno dominato le scienze, le arti e i miti del nostro tempo, portando alla luce l'invito dell'artista da cui libro dà il nome alla mostra: trasformarsi, diventare diversi da se stessi.


“Come sta cambiando la definizione di umano? Quali sono le differenze che separano il vegetale, l’animale, l’umano e il non-umano? Quali sono le nostre responsabilità nei confronti dei nostri simili, delle altre forme di vita e del pianeta che abitiamo? E come sarebbe la vita senza di noi? Questi sono alcuni degli interrogativi che fanno da guida a questa edizione della Biennale Arte, la cui ricerca si concentra in particolare attorno a tre aree tematiche: la rappresentazione dei corpi e le loro metamorfosi; la relazione tra gli individui e le tecnologie; i legami che si intrecciano tra i corpi e la Terra.” Cecília Alemani


Secondo Roberto Cicutto, presidente della Biennale di Venezia, “la Mostra ideata da Cecilia immagina nuove armonie, convivenze prima impensabili e soluzioni sorprendenti proprio perché si allontanano dall'antropocentrismo. Un viaggio al termine del quale non si viene sconfitti, ma si formano nuove alleanze, generate dal dialogo tra esseri diversi (alcuni forse prodotti anche da macchine) con tutti gli elementi naturali che il nostro pianeta (e forse altri) ci presenta”.


L'invito è un ripensamento del Mondo, ripensando all'Uomo e al valore di tutto ciò che ci circonda, e per questo conta 213 artisti provenienti da 58 paesi, ognuno nel suo specifico padiglione. Sono 26 gli artisti italiani, 180 del totale con le prime partecipazioni all'Esposizione Internazionale, 1433 opere e oggetti in mostra, 80 nuove produzioni, realizzate per l'Esposizione, divise tra il Padiglione Centrale dei Giardini e l'Arsenale.


Una curiosità che porta un po' l'attenzione sul nostro Brasile. Il padiglione Guatemala ha la partecipazione della curatrice brasiliana Simone Piva https://www.instagram.com/sipiva/ fondatrice di IT Mondo https://www.instagram.com/itmondoonline/ , che rappresenta tra gli altri l'artista Christian Escobar https://www.instagram.com/chrispapita/ , dal Guatemala, che ha preparato un'incredibile opera larga 7 m e alta 2,8 m intitolata Inclusion. “Un lavoro insieme per un obiettivo che va oltre la realizzazione personale, nello sforzo di chi crede che l'arte possa cambiare il mondo.” le sue parole. Credo particolarmente in queste connessioni tra Brasile, Italia e mondo. Penso che noi brasiliani dobbiamo crederci sempre di più


Comunque, torniamo alla Mostra, un immenso complesso dove la curatrice apporta un rinnovamento e crea anche quelle che lei chiama capsule del tempo, spazi creati per favorire l'integrazione di Opere di epoche diverse che presentano determinate caratteristiche, portando l'opportunità al pubblico di confrontarsi e, in un certo senso, connettersi ancora meglio con le trasformazioni che l'arte può apportare a ciò che ci portiamo dentro.


In tempo di guerra tra Russia e Ucraina, vale la pena ricordare un altro cambiamento per quest'anno: il padiglione russo è stato chiuso, il curatore è stato disconnesso e la posizione politica dell'Italia e dell'Europa nei confronti di questo Paese non avrebbe permesso che ciò accadesse, tuttavia, sono stati compiuti sforzi per garantire che la partecipazione dell'Ucraina sia stata mantenuta e occupi una parte del Giardino.


L'arte fornisce una connessione diretta con chi siamo veramente e, quindi, niente di meglio che l'opportunità di entrare in contatto con una delle grandi culle dei movimenti artistici mondiali e con le sue diverse forme espressive portato da questa edizione della Biennale di Venezia, per essere più vicini a noi stessi e a ciò che il mondo respira allo stesso tempo! È pure necessario portare luce nell'ombra.


Per integrarsi al meglio con tutto ciò che accadrà in questi prossimi mesi fino quasi alla fine di questo 2022, anche negli ambiti Cinema, Teatro, Architettura, Musica e Danza, può seguire l'instagram ufficiale

https://www.instagram.com/labiennale/ il sito www.labiennale.org

e anche lo YouTube ufficiale https://www.youtube.com/user/BiennaleChannel

e per chi è ancora più incuriosito la conferenza stampa tenuta dal Presidente Roberto Cicutto e dalla Curatrice Cecilia Alemani che è interessantissima! https://youtu.be/x_swvmccnJI


Nel 2021 la Biennale di Venezia ha avviato un processo di revisione di tutte le sue attività secondo principi consolidati e riconosciuti di sostenibilità ambientale. Per il 2022 l'obiettivo è quello di estendere a tutte le attività previste per quest'anno il conseguimento della certificazione “carbon neutrality”, ottenuta nel 2021 in occasione della 78ª Mostra Internazionale d'Arte Cinematografica di Venezia. Coerenza tra ciò che pensi, senti, dici e fai, necessaria per tutto e tutti che vogliono generare fiducia in ciò che offrono al mondo. Ne sei d’accordo?!


Per concludere questa settimana, visto che abbiamo messo in primo piano Venezia, è opportuno ricordare che il suo sindaco Luigi Brugnaro ha posticipato al 2023 la proposta del contributo per l'accesso alla città, ma nel 2022 la sperimentazione comincerà comunque attraverso un invito a fare una prenotazione da parte dei turisti su un sito web collegato al Comune in fase di finalizzazione. Sono in corso di valutazione forme di incentivazione per chi effettua la prenotazione, inizialmente solo su invito, in base all'esperienza. Il provvedimento ha suscitato polemiche, ma il sindaco e gli assessori che lavorano alla proposta affermano che potrebbe essere un modo per ordinare l'accesso e il flusso intenso che con la fine delle restrizioni del periodo di pandemia sta generando in città. Per chi volesse approfittare della Biennale e prendersi un bel viaggio a Venezia, può essere una buona idea prestare attenzione a questo argomento.


“La Biennale assomiglia a tutto ciò di cui ci siamo dolorosamente privati in questi ultimi due anni: la libertà di incontrarsi con persone da tutto il mondo, la possibilità di viaggiare, la gioia di stare insieme, la pratica della differenza, della traduzione, dell’incomprensione e quella della comunione. Il Latte Dei Sogni non è una Mostra sulla pandemia ma registra inevitabilmente le convulsioni dei nostri tempi. In questi momenti, come insegna la storia della Biennale di Venezia, l’arte e gli artisti ci aiutano a immaginare nuove forme di coesistenza e nuove infinite possibilità di trasformazione.”

Cecilia Alemani


Questo mi commuove! E a te, commuove anche?!


Da Lis Baptista

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